As remessas internacionais são parte da rotina de quem precisa fazer transações financeiras em outras moedas e contar com especialistas em câmbio pode ser a diferença fundamental entre ter melhores e piores negócios.
Mas afinal, como realizar remessas internacionais? Para facilitar a compreensão desse processo, o Blog Ourinvest ouviu Raphael Coracini, especialista em transações internacionais e um dos responsáveis pela Trade Desk no Banco Ourinvest, que respondeu as perguntas mais frequentes sobreo tema. Confira a seguir:
1. O que é remessa internacional?
Remessa internacional, ou transferência internacional, é o nome de todo envio ou recebimento de recursos em moeda estrangeira. As transações servem para cumprir toda obrigação financeira fora do Brasil e podem ser realizadas em qualquer moeda para todos os destinos internacionais.
2. Para que servem as remessas internacionais?
Essas operações financeiras são pagamentos internacionais que podem ser realizados por inúmeros motivos, por exemplo, compra ou venda de imóveis no exterior, envio de dinheiro para parentes que moram fora do Brasil, contratação de serviços de consultoria internacional, investimentos estrangeiros, veículos de publicidade internacionais, softwares, royalties, aumento e redução de capital de empresas, aquisição ou venda de empresas, faturas de serviços internacionais, aportes etc.
3. Quem pode fazer remessas internacionais?
Pessoas físicas e empresas podem realizar as operações. Por exemplo, uma pessoa física que comprou um imóvel nos Estados Unidos e precisa fazer o pagamento em dólar, alguém que precisa enviar dinheiro para o filho que mora fora do país, ou um cliente que quer investir em ações lá fora.
O caminho inverso também é verdadeiro e os brasileiros podem receber recursos do exterior em vários casos, como herança, dividendos ou prestação de serviço em empresas com sedes em outros países.
Além disso, as empresas exportadoras e importadoras também usam remessas internacionais de forma recorrente para comprar matéria-prima e produtos fora do país ou receber pelos serviços e itens comercializados além das fronteiras brasileiras.
4. O que é preciso para realizar uma remessa internacional?
Para realizar ou receber um pagamento internacional é necessário contratar um banco ou uma instituição habilitada a realizar operações de câmbio. Depois, é preciso abrir uma conta em um banco habilitado a operar com câmbio e apresentar documentação comprobatória para a operação de envio. Por exemplo, o contrato de compra e venda de um imóvel ou a nota fiscal de um serviço prestado.
Além disso, por questões de compliance é necessário mostrar capacidade financeira para fazer a remessa internacional e comprovar a origem do dinheiro. Isso também vale para os casos de recebimentos de recursos.
5. Há custos para fazer remessas internacionais?
Não há custos. O que pode fazer os valores oscilarem é o valor do câmbio da moeda em questão no momento do fechamento da operação. Por isso, é importante contar com agentes preparados para ajudar a encontrar o melhor momento para fechar o câmbio.
6. Há limites ou valores mínimos para fazer remessas internacionais?
Não há valores mínimos ou máximos, mas a comprovação de capacidade financeira é exigida. Quem precisa enviar ou receber pequenos valores pode optar pela conta simplificada do Banco Ourinvest, onde todo o processo é realizado de forma rápida e on-line.
7. É necessário acompanhar o processo pessoalmente?
No Banco Ourinvest, independente do tamanho do cliente, todas as etapas são realizadas por meio de ferramentas online, que apresentam as cotações em tempo real. Além da agilidade e praticidade, isso entrega uma autonomia para os clientes, gerando um ganho operacional e uma melhor experiência.
8. Quais são as naturezas de envio mais comuns?
No Banco Ourinvest, a maior parte das remessas internacionais para pessoas físicas é feita sob a natureza de disponibilidade, quando os valores são transferidos para contas com a mesma titularidade. A natureza de envio para manutenção de estudantes no exterior também é bastante comum.
No caso das empresas, as operações de comércio exterior respondem por cerca de 60% das transações, seguidas por remessas de dividendos, quando empresas sediadas no país enviam lucro para as matrizes fora do Brasil.
9. Quais são os destinos mais frequentes de remessas internacionais feitas por brasileiros?
A China é o destino campeão e cerca de 90% das operações feitas pelas empresas têm como destino o país asiático, que é grande fonte de matéria-prima e produtos para abastecer o mercado nacional. Em contrapartida, países como Estados Unidos e os territórios que compõem a União Europeia são os destinos mais tradicionais entre os clientes pessoa física.
10. Quais os diferenciais do Banco Ourinvest?
Há mais de quatro décadas atuando exclusivamente no mercado de câmbio, o Banco Ourinvest é especialista no assunto e possui algumas vantagens para quem precisa enviar ou receber dinheiro do exterior.
Uma delas é a agilidade no processo. O banco consegue realizar operações internacionais em poucas horas e possui a vantagem de ter um horário estendido para isso entre 9h e 18h. Geralmente, os outros bancos operam entre 10h e 16h.
Por conta do horário ampliado, o Banco Ourinvest é capaz de receber um pedido de remessa às 17h30 e fazer o montante chegar ao local solicitado no mesmo dia, caso ainda haja expediente bancário no destino.
Além disso, com uma mesa de especialistas à disposição dos clientes, há possibilidade de encontrar as melhores taxas de câmbio para quem possui flexibilidade de prazo. Por exemplo, é possível pedir que analistas monitorem a moeda desejada e avisem o período mais vantajoso para realizar a operação.
No primeiro dia útil de 2023, o dólar encerrou o pregão cotado a R$ 5,33. Dois meses depois, no começo de março, a moeda valia R$ 5,19. Esses R$ 0,14 podem fazer uma enorme diferença para quem precisa realizar transações com a moeda americana.
Assim como há desvalorização da moeda, o dólar pode subir a qualquer momento e alcançar patamares maiores. O fato é que a oscilação é constante e é impossível prever o comportamento das variáveis que compõem esse índice, como fatores políticos, econômicos e oferta e demanda.
A boa notícia é que há mecanismos disponíveis para controlar essa cotação e proteger patrimônio e investimentos que necessitam de moedas estrangeiras. Esse ‘super poder’ é chamado de hedge cambial.
Oferecido por agentes financeiros, como o Banco Ourinvest, o hedge cambial é um mecanismo criado para proteger pessoas físicas e empresas das flutuações do câmbio. Por meio dessa ferramenta, há a possibilidade de fixar as cotações futuras e reduzir o risco cambial de uma forma eficiente e segura, além de diminuir os custos operacionais.
Na prática, é possível saber exatamente o valor total do desembolso ou dos ganhos de uma operação envolvendo moeda internacional daqui a alguns meses ou anos, independentemente do que aconteça com o dólar nesse período.
Essa ferramenta traz um elemento importante para quem negocia em moedas internacionais: a previsibilidade. Ao contratar o hedge cambial, o empresário pode se dedicar ao negócio sem se preocupar com as variáveis externas, bem como a pessoa física pode se organizar para arcar com o valor fixo.
Como usar o hedge cambial?
O hedge cambial pode ser usado em situações como exportações e importações de produtos. Um exemplo pode ser um importador que venda componentes para celulares e precisa encomendar os produtos da China. Vamos supor que cada peça custe US$ 5 e a aquisição de 10 mil unidades some um valor total de US$ 50 mil dólares, a serem pagos na entrega, prevista para três meses.
Imagine que na data de fechamento do contrato, a moeda esteja cotada a R$ 5,20, mas na entrega o valor esteja em R$ 5,35. O custo total passaria, então, de R$ 260 mil para R$ 267 mil, uma diferença de R$ 7,5 mil, que compromete a margem de lucro da operação.
A situação contrária também pode ocorrer. Imagine um exportador que receberá US$ 100 mil por seus produtos de agronegócio em um contrato firmado para seis meses. Na ocasião do fechamento, o dólar estava em US$ 5,50, mas passou para R$ 5,25 no fim do período. O prejuízo pode chegar a R$ 25 mil.
Os exemplos para pessoa física seguem a mesma lógica, seja para a compra de imóveis, obras de arte ou mesmo para manter um ente fora do País. A oscilação pode comprometer o planejamento e até mesmo inviabilizar o projeto
Justamente para que não haja intercorrências nesse sentido, o hedge cambial pode ser contratado, independentemente, do valor a ser protegido, e garantir que o planejamento seja cumprido.
É importante frisar que não há prazo máximo de vencimento. Assim como o valor da operação pode ser personalizado de acordo com a necessidade do cliente, o período também pode ser negociado. Além disso, durante o prazo determinado pelo contrato, o cliente pode fazer revisões e realizar novas travas. Isso dá flexibilidade e garantias para que o planejamento financeiro seja mais confiável e com menos riscos de volatilidade das moedas.
A lógica da ferramenta pode ser replicada para qualquer moeda. O Banco Ourinvest possui um dos portfólios mais amplos do mercado e está apto para realizar transações em diferentes moedas. Geralmente, as operações são convertidas para dólar ou euro, mas o cliente pode escolher fixar a taxa no papel desejado.
Tipos de hedge cambial
Há três tipos de transações de hedge cambial:
● Trava de câmbio, conhecida como câmbio futuro. Esse produto se assemelha à operação de câmbio padrão, porém ocorre com a sua liquidação em uma data superior a dois dias úteis e inferior a um ano. A empresa precisa apresentar, até o momento da liquidação do câmbio, a documentação que ampara o fechamento da trava;
● Termo de moedas, também conhecido como NDF. Esse produto tem a mesma precificação da operação de trava de câmbio, porém trata-se de um derivativo. O principal diferencial dessa operação é que a empresa não precisa apresentar documentos de câmbio, uma vez que se trata de uma operação com instrumento derivativo referenciada em uma taxa de câmbio. Além disso, o termo de moedas também pode ser contratado para liquidação em períodos superiores a um ano;
● Opção de câmbio. Nessa vertente, por meio da compra de uma call (opção de compra) de dólares, o Banco Ourinvest vende para a empresa um direito de comprar dólares no dia do vencimento por um valor fixo, cobrando uma taxa única. Caso o dólar esteja superior ao patamar previsto, o banco pagará para a empresa toda a diferença, mas caso o dólar esteja abaixo do montante estabelecido como teto, a empresa poderá simplesmente abrir mão do seu direito de receber o ressarcimento (uma vez que não haverá valor a ser ressarcido) e então comprará os dólares pela taxa de mercado.
Como fazer hedge cambial?
O ideal é buscar parceiros que ajudem o cliente a identificar qual a trava de câmbio mais indicada para o seu negócio, com base em variáveis como volume de vendas, prazos, custos fixos da operação e lucratividade desejada.
O Banco Ourinvest, por exemplo, possui experiência de mais de 40 anos e ajuda a encontrar a ferramenta ideal de acordo com as necessidades de cada cliente. Para isso, conta com uma equipe dedicada e com as melhores oportunidades de negócios do mercado.